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Trabalhadores do Isapres questionam substituições de canais digitais: “O sistema tornou-se perigosamente desumanizado”

A Federação dos Sindicatos de Isapres (FEISAF) denunciou os seus empregadores e a Superintendência da Saúde de transgredir a lei, capacitando as filiais a contraírem planos de saúde através de canais remotos, sem o conselho dos agentes de vendas.

“O sistema tornou-se perigosamente desumanizado. Utilizando as circulares como subterfúgios, as empresas implementaram a 1 de agosto um método online de aderir, desfiliar e modificar contratos de saúde, sem a presença do Agente Comercial”, referem a organização, num comunicado divulgado na passada sexta-feira, 7 de agosto.

A organização reúne mais de 5 mil trabalhadores, que de acordo com o Decreto de Lei de 2005 os consagra como os únicos autorizados e habilitados perante a Superintendência da Saúde a prestar aconselhamento abrangente aos clientes das Instituições de Saúde Planeada.

A presidente da federação, Sandra Atensio, disse ao portal da União que as ações dos Isapres durante a pandemia têm gerado aumentos históricos nos planos de saúde, e não se preocuparam com os seus trabalhadores ou com a sua saúde, deixando-os na rua a trabalhar sem fornecer sequer elementos de proteção pessoal.

“É grave que as pessoas tenham de cuidar de si mesmas, de concordar em comprar planos que estão em chinês, sem compreender questões como a pré-existência, que podem afetá-los, e a isso acrescenta-se que a Superintendência apoia a gestão dos Isapres com circulares que vão contra a lei, sendo que devem estar do lado dos afiliados”, disse Atensio.

A administração acrescentou que não conseguiram aceder a nenhum canal de comunicação com a Superintendência e que acabam de apresentar um recurso para a proteção no Tribunal da Relação de Santiago, para salvaguardar os direitos dos membros destes sistemas de saúde e executivos de vendas, que continuaram a trabalhar numa pandemia com salários base, “que em muitos casos são inferiores ao mínimo que o mínimo , uma vez que 95% da nossa remuneração são comissões.”

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